18 de setembro de 2013

Reviver o passado

Hoje me perguntaram se eu escrevendo sobre o passado eu não revivia os tempos passados. Na hora eu respondi que não. As estórias que contei não me fizeram reviver nada, eu apenas contei. Morreu, não importa mais.

Talvez falte eu contar o que aconteceu e não morreu. Talvez lembrar isso ainda me doa e eu não consiga contar porque reviver seria como viver de novo de forma tão dolorosa que eu iria querer morrer de novo.

Por isso eu saio correndo de tudo que me lembre a inocência de achar que agora é diferente. Porque não é. Minha cabeça continua confusa, continua sem respostas e eu continuo sem entender nada. A única coisa em que penso é que a única coisa que tenho é nada.

E a única coisa que quero é não chorar, mas é a única coisa que tenho agora. Esse choro que não para, essa mágoa que parece ser infinita, esse sentimento de ser nada que me acompanha.

Eu não aguento mais isso. E a maneira mais fácil que encontro pra me afastar da dor é me tornar aquilo que eu não gosto de ser. Alguém que não sabe amar.

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