12 de julho de 2008

Tinha um ferro na frente do caminho

Perto de onde moro tem uma feira de artesanato. As barracas são armadas na noite anterior e demanhã os artesãos colocam seus produtos. Há 22 anos moro aqui e antes disso já existia essa feira. Já faz tão parte do meu cotidiano passar aos sábados demanhá na ida e na volta da academia que não sei como seria sem.

Não é grande mas tem coisas que gosto. Algumas bolsas e almofadas me coçam o bolso, mas a coceira arde tanto que desisto. Confesso que sinto falta de quadros. Nunca vi quadros ali. E algumas barracas de pequenos móveis sumiram. Mas enfim, essa feira existe há 1233322289665400 dias.

Ontem voltando para casa estavam lá as tais barracas já armadas para hoje. De repente escuto tum e um puta que pariu na minha frente. Um homem, uma mulher e uma criança. O homem para cortar caminho passou por dentro de uma e meteu a testa no ferro. Até aí tudo bem, acontece. A barraca estava ali, ele se abaixou para passar por debaixo dela, só que se abaixou de menos.

Mas a reação do cidadão foi, depois de xingar, meter a mão na barra, dar um socão e derrubar no chão. Eu ainda me choco com essas coisas. Que exemplo é esse? Acho que vou morrer galinha e meu filho pintinho.

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